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Recolher, preservar, disponibilizar, estudar e comunicar arquitetura: é esta a estratégia em que a Fundação Marques da Silva tem vindo a apostar desde a sua constituição, em 2009, na esteira de um trabalho pioneiro que o Instituto Arquitecto Marques da Silva fazia já desde os finais da década de 90 do século XX. Subscrevendo uma concepção dinâmica de património, a Fundação assume como sua missão mobilizar o conhecimento do passado para uma melhor compreensão dos espaços em que vivemos e uma construção informada do futuro. Através do seu Centro de Documentação, da(s) Biblioteca(s) de arquitetos, da linha editorial e das exposições e parcerias nacionais e internacionais que promove – sempre em articulação com a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto – a Fundação tem vindo a dar um contributo de relevo para a reflexão, investigação e comunicação no domínio da Arquitetura e Urbanismo em Portugal, do século XIX até aos nossos dias.

Na Fundação poderão ser encontrados desenhos, maquetas, fotografias e documentação de projetos; em muitos casos, foram-nos confiados também os livros que os arquitetos representados nos nossos arquivos foram adquirindo ao longo da vida – e até mesmo mobiliário que desenharam para os seus ateliers. Trata-se, pois, de um complexo e abrangente corpus documental e bibliográfico disponibilizado a investigadores e à comunidade, em geral.

A Fundação Marques da Silva encontra-se sedeada na Praça do Marquês de Pombal, no Porto, sendo detentora de um reconhecido valor patrimonial, material e imaterial.

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Exposições em Destaque

A programação da Fundação Marques da Silva assenta na apresentação de exposições temporárias.

Arquitetura

O projeto da Fundação Marques da Silva resultou da doação à Universidade do Porto, em 1994, do património profissional, artístico, documental e patrimonial do casal Marques da Silva/Moreira da Silva, onde se inclui o acervo do Arquiteto José Marques da Silva. Ao aceitar o legado, a Universidade comprometeu-se a salvaguardar, preservar, estudar e divulgar estes importantes acervos e ainda a acolher e incorporar, no futuro, outros acervos relevantes no domínio da arquitetura e urbanismo português. Após a transformação do Instituto Arquitecto José Marques da Silva (1996-2009) numa Fundação, em junho de 2009, a instituição recebeu em depósito o arquivo e biblioteca, profissional e pessoal, de um nome maior da arquitetura portuense e portuguesa, Fernando Távora. Neste momento, já incorporou os acervos documentais de mais de 30 arquitetos, com expressão nacional e representativos de um arco temporal que se estende de finais do século XIX à atualidade, destacando-se os nomes de Alcino Soutinho, José Carlos Loureiro, Raúl Hestnes Ferreira, Bartolomeu Costa Cabral, Alfredo Matos Ferreira ou Manuel Graça Dias. Com a junção dos arquivos da Fundação e da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, são mais de 50 os acervos a partir dos quais é já possível contar-se a história da arquitectura e do urbanismo do nosso país.

A Fundação encontra-se sedeada num singular conjunto formado pela Casa-Atelier, projetada por José Marques da Silva em 1909 e reabilitada em 2015 pelo Atelier 15 (Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez), e pelo Palacete contíguo, de finais do século XIX, também anteriormente pertencente e habitado pela família. Nos jardins que circundam estas casas, onde se destacam as numerosas japoneiras, situa-se ainda um Pavilhão, reconvertido em 2008 pelo Centro de Estudos da Faculdade de Arquitectura (Francisco Barata e Nuno Valentim) em depósito de documentação de arquitectura.

© Inês D'orey

Arquiteto

José Marques da Silva
© Arquivo Marques da Silva
José Marques da Silva

José Marques da Silva (Porto, 1869-1949) obteve o seu Diploma de Arquiteto na École des Beaux-Arts, em Paris, em 1895, onde frequentou o atelier de Victor Laloux, depois de uma formação inicial na Escola de Belas Artes do Porto, onde foi aluno de Geraldo da Silva Sardinha, Soares dos Reis e Marques de Oliveira, entre outros. Regressa ao Porto, cidade natal, onde estabelece o seu atelier. Manterá, contudo, as suas ligações a França até ao final da vida. Tradição e modernidade marcam a sua arquitetura eclética, de raiz parisiense e internacionalista, híbrida e pragmática, suportada pela competência, por uma convição reformadora e pelo conhecimento do lugar. A vasta obra realizada estende-se pelo norte de Portugal, mas é sobretudo fundamental para a compreensão da fisionomia portuense.

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José Marques da Silva (Porto, 1869-1949) foi um dos mais importantes arquitetos portugueses da primeira metade do século XX. A sua arquitetura, eclética e de raiz parisiense, estende-se pelo norte de Portugal, mas é sobretudo fundamental para a compreensão da fisionomia portuense, cidade que marcou de forma indelével. A sua obra reflete uma convicção reformadora e um apurado conhecimento do lugar.

A formação de Marques da Silva inicia-se na Academia Portuense de Belas Artes, tendo continuado os seus estudos em Paris, cidade onde frequenta a École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts e o reputado atelier de Victor Laloux. Aí obtém, em 1896, com o projeto para a Gare Central do Porto (futura estação de S. Bento), o título de Arquiteto Diplomado pelo Governo Francês.

Enquanto arquiteto liberal, desenvolveu uma vasta obra onde se destacam grandes equipamentos públicos e edifícios com forte impacto urbano, como a já referida Estação de São Bento (1896), o Santuário de S. Torcato (1896), a sede da Sociedade Martins Sarmento (1899), o edifício “As 4 Estações” (1905), o Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular (1909), o Teatro Nacional de São João (1909), a sua própria Casa-Atelier (1909), os Grandes Armazéns Nascimento (1914), os Liceus Alexandre Herculano (1914) e Rodrigues de Freitas (1918), a sede da seguradora Nacional e o edifício Pinto Leite (1919-1922), na Avenida dos Aliados, e a Casa de Serralves (1925).

José Marques da Silva lutou pela afirmação da profissão de arquiteto e ocupou vários cargos de relevo em comissões, associações e instituições públicas, tendo sido inclusivamente arquiteto municipal no início da sua longa carreira. Mas distingue-se ainda por ter desempenhado uma importante ação pedagógica em várias gerações de arquitetos que frequentaram o seu atelier e a Escola de Belas Artes do Porto, onde assumiu, por diversas vezes, as funções de Diretor.

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  • Segunda a Sexta 14h00 às 18h00

(última entrada às 17h45)

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  • Entrada 3€

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Como Chegar

  • point

    Pr. Marquês de Pombal, n.º 30-44,
    4000-390 Porto
    GPS: 41,1581348; -8,6596489

  • bus

    805; 806; 206; 30; 702; 703;

  • train

    Comboio: A partir de Campanhã, com ligação à linha de Metro
    Metro: D, Linha Amarela

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